Nossa mente binária

December 14, 2008 by Leonildo Trombela Junior

Vocês já pararam pra pensar na nossa maior limitação? Eu vos digo que é a nossa capacidade cognitiva extremamente binária.

Binário: do latim binarius. Que é composto por dois elementos ou unidades; que tem dois lados, duas faces, dois aspectos, dois modos de ser etc.

“Do que você ta falando seu mongolóide?” é a primeira reação de 9 entre 10 leitores que se deparam com essa afirmação (os demais 10% caíram aqui por um erro de busca no Google e já saíram daqui antes de chegarem ao fim da segunda linha).

Pois digo. Estou falando da nossa capacidade de apenas ver dois aspectos em tudo.

Nós nos baseamos pelo sim ou pelo não; o talvez é a probabilidade de um dos dois.

Estamos sempre certos e/ou errados.

Nos ensinaram o bem e o mal. No meio disso existe o equilíbrio, que é uma ponderação dos DOIS aspectos. Você não vê um filme onde as forças do bem e do mal se juntam para lutarem com a “terceira força” que ameaça o bem E o mal de existirem. É sempre os dois lutando pela prevalência ou pela co-existência.

Sequer conseguimos (eu pelo menos não consigo) imaginar algo que não esteja entre o bem e o mal. Os mais equilibrados, como já disse, ponderam os dois aspectos, mas no fim, todos temos um pouco dos dois, nunca um “pouco dos três”.

Nosso mundo que dizem ser tridimensional (onde tudo tem altura, largura e comprimento) vive numa jaula binária onde nos pautamos pela contraposição de idéias ou a moderação delas.

Não vou nem aprofundar na computação, onde tudo se resume a 0 e 1, NADA além disso. Tudo isso que você vê no seu monitor é uma combinação de uma grande quantidade de zeros e uns que formam o que você está enxergando agora. Por isso de tempos em tempos nos fazem trocar de computador, pois cada vez mais eles desenvolvem programas que exigem maior permutação* desses dois números, daí nos obrigam a usar processadores que lêem (interpretam) mais rapidamente essa infinidade binária.

Triste mundo onde você é culpado ou inocente, honesto ou desonesto, heterossexual ou corintiano.

Pra terminar, lhes cito uma piada muito conhecida no meio acadêmico dos cursantes (ou cursistas, falem como quiser, é a mesma coisa) de Ciências da Computação:

“Há 10 tipos de pessoa neste mundo. As que entendem binário e as que não entendem”.

*Modificação na ordem dos elementos que formam um conjunto, com o objetivo de se obter nova combinação.

Foi hoje

November 26, 2008 by Leonildo Trombela Junior

Hoje, 26 de novembro de 2008, foi o dia mais marcante dessa faculdade.

Não foi o dia do primeiro Manifesto, nem do segundo, nem da reunião com a reitoria que o Grupo de Representação do Curso de Jornalismo conseguiu. Tampouco o dia da vitória do Diretório Acadêmico.

Não foi quando Raul, Rodrigo Henrique, Letícia e Luciana emplacaram o Documentário na Rádio Cultura e mostraram pra faculdade que nós lutávamos por ensino, e estávamos conseguindo.

Não foi quando Milena Tomazini recebeu uma menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog.
Senhores, foi hoje pela primeira vez que os dois cursos, Jornalismo e Publicidade & Propaganda, se uniram em prol de uma única causa: a permanência do professor Milton Pimentel Martins no quadro de docentes da faculdade.

Talvez alguns tenham assinado apenas por acharem ele uma boa pessoa e que ele merecia ficar. Mas a grande maioria assinou porque hoje todos lutaram pela educação de qualidade. Nenhum dos que assinaram os abaixo assinados e cartas voltarão a ter aula com ele. Todos esses estarão ou formados ou no mínimo, no segundo ano em 2009.

Esse gesto foi em prol dos que estão por vir. Daqueles que nem imaginam ainda a existência do Professor Milton. Resumindo as palavras do próprio, “esse é o melhor tipo de homenagem que se pode prestar a um professor, realizando uma atitude altruísta como essa”.

Hoje, acima de tudo, não foi Milton Pimentel Martins, futuro Professor Mestre (em março de 2009 ele ganha  esse título) que foi homenageado, hoje a maior homenagem foi à educação.

Serra manda médico qualificado ir embora do Hospital das Clínicas

November 19, 2008 by Marcelo Dias

WWW.PAULOHENRIQUEAMORIM.COM.BR

A dedicação de Serra ao maior hospital público de São Paulo é o mesmo que ele tem pelos policiais civis

A dedicação de Serra ao maior hospital público de São Paulo é o mesmo que ele tem pelos policiais civis

Davi Lacerda, 36 anos, graduado em Medicina pela USP e residência em dermatologia pelo Johns Hopkins Hospital (Baltimore, EUA), é dermatologista em consultório e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

. Leia trecho do artigo que ele escreveu na pág. 3 da Folha, nesta terça feira, dia 18:

O conselho do governador

DAVI DE LACERDA

O pragmatismo do conselho que o governador me deu reflete o descaso do Estado com os médicos da rede pública de saúde

A São Paulo Companhia de Dança realizou no dia 7 deste mês uma magnífica apresentação em comemoração ao seu primeiro ano de existência. Entre as várias autoridades presentes estava José Serra. Ele escreveu a introdução do programa e merece grandes elogios pelas realizações da companhia. O belo espetáculo foi seguido de um coquetel, no qual tive a honra de parabenizar o governador pessoalmente pela alta qualidade técnica alcançada por uma companhia tão jovem.
O breve encontro foi a oportunidade de lhe comunicar um fato que me deixara perplexo, ocorrido no início daquela semana.

Ao me apresentar, contei ao governador que sou médico, que fiz graduação na USP, pesquisas em Harvard, residência em dermatologia no hospital Johns Hopkins (EUA) e especialização em cirurgia dermatológica em Paris. Contei também que há cinco dias fora contratado como médico concursado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Ele sorriu e me deu parabéns. Ao agradecê-los, muito constrangido, informei-o de meu espanto ao descobrir que o salário-base para o médico do HC era de R$ 414 mensais para uma carga horária de 20 horas semanais.

O governador buscou me consolar dizendo que eu não ganharia só isso.

Respondi que estava ciente das gratificações e que, mesmo assim, meu salário bruto seria de R$ 1.500.
Informei-o ainda de que o custo para manter meu consultório fechado durante as horas em que estarei no HC é o triplo do valor que receberei do Estado.

Àquela altura, quando já não mais sorríamos, pedi sua opinião. O governador me aconselhou a deixar o HC, dizendo que o HC não é um bom negócio para mim.

Clique aqui para ler a íntegra do artigo.

Até que durem os reféns

October 19, 2008 by Leonildo Trombela Junior

Mais uma vez tivemos um “seqüestro-show” para entreter nossas noites. E mais uma vez o criminoso saiu ileso no desfecho.

Por que eu digo mais uma vez? Só lembrarmos do caso do Ônibus 174 que aconteceu em 2000.* (Pra não citar “João Hélio”, “Escola Base”, “Isabella”, etc.)

Mais uma vez a Polícia mostrou que não sabe gerenciar crises que ganham destaque midiático.

E mais uma vez a nossa gloriosa imprensa deu um show de irresponsabilidade. Dando uma de Clóvis Rossi, posso afirmar sem medo de errar que as digitais de Sônia Abrão estão na arma que matou a garota Eloah.

Pra quem não sabe, no último dia 15, a produção da RedeTV conseguiu o telefone da casa onde estava acontecendo o seqüestro e ligaram lá para ter uma conversinha com o Lindenberg. Sonia Abrão com seu tom falso de emoção teve o dom de retroceder as negociações que já estavam em estágio avançado. Essa definitivamente perdeu a oportunidade da vida dela de ficar calada.

É vergonhoso saber que uma cidadã CRIMINOSA como ela foi é da mesma profissão a qual serei um dia.
Enfim, esse texto está sem muito nexo, coesão ou qualquer coisa. Ele é caótico como esse caso e ridículo como a existência de jornalistas que se acham paladinos da nossa sociedade; o último bastião da sabedoria.
Vamos ver qual vai ser o próximo “showquestro” e quem vai contribuir para o desfecho mais trágico possível.

*pra quem não se lembra, Sandro Barbosa do Nascimento foi sufocado na viatura da Polícia, pois até então ele saiu ileso do ônibus, mesmo após metralhar sua refém na frente de todo o país e dos policiais.

Às vezes eu discordo

October 13, 2008 by Leonildo Trombela Junior

Vejo tanto as pessoas dizerem “viva cada momento como se fosse o último”. Que tal “viva cada momento como se fosse a primeira vez”?

É de se repensar essa fortíssima influência do Carpe Diem nas nossas vidas. Aliás, nunca se aplicou tanto essa teoria como nos dias de hoje. Ninguém mais pensa no futuro, no legado, na herança intelectual ou nas conseqüências de cada ato praticado no dia-a-dia e como eles ecoarão no futuro.

Tenho como exemplo um vendedor de sorvetes conhecido aqui pelas bandas de Black Stream (Ribeirão Preto) chamado Geraldo, que após quase meio século fazendo sorvetes, chega todo dia ao serviço com um sorriso no rosto e ainda revela que tem até aquele “friozinho na barriga” de como se fosse o primeiro dia do primeiro emprego da vida dele.

Tal entusiasmo e prosperidade é um dentre vários exemplos que servem de argumento para repensarmos nosso modo predatório de vida atual onde a maior preocupação dos que dizem ter planos é viver os excessos da vida e deixar um recado na saída “o último idiota que sair apague a luz”.

Como disse o romancista inglês William S. Maugham, “Um excesso de vez em quando é bom. Impede que a moderação se torne um hábito”. Pena que ele não foi famoso mundo afora, pois seria de grande valia se parássemos um pouco com a escassez de moderação da nossa vida. E não estou falando só das festas e do show business, falo também dessa nossa rotina que é muito mais nociva a nós do que qualquer orgia banhada a absinto e heroína ou uma roleta russa de baile funk.

Inconfidências…

September 4, 2008 by Marcelo Dias

Inconfidência Barão
a faculdade que todo mundo sente,
mas ninguém vê.

O título pode parecer pretensão, mas não se trata de enxergar mais ou menos que os outros. Mas de escrever sobre isso. E para alguém que deseja alcançar tal profissão, seja de jornalista ou publicitário, é uma obrigação fazê-lo.
Desde o ano passado, a área de Jornalismo passa por mudanças estruturais. Depois de tantas críticas e oposições, o resultado começa a aparecer.
Com a mudança de docente na disciplina de Rádio, em menos de três meses de trabalho sério, um documentário da Barão está entre os escolhidos do Programa do Estudante da Rádio Cultura Brasil AM . Não é pouca coisa, somos os únicos de Ribeirão Preto por lá. E vale lembrar que a seleção é qualitativa. Estamos entre Cásper Líbero, Mackenzie, FAAP, Anhembi-Morumbi… O curioso é que o site da Barão relutou em colocar tal matéria no ar, e quando o fez, manteve por parcos 30 minutos. Passado um final de semana, a matéria aparece novamente com uma “pane” de desculpa. Estranho.
A disciplina de Filosofia é outra unanimidade. Hoje os alunos aprendem… Filosofia! Depois da palestra realizada pelo Diretório, soubemos bem o que é um professor da área. Uma mudança que acabou por contemplar as duas habilitações. O que é bom pra um também pode ser bom para o outro. E quanto mais unidos os alunos forem, melhor para todos. Por mais que tentem manter tal divisão entre nós…
O que não se pode permitir é o silêncio perante incoerências ainda existentes na Unidade. A começar pelo discurso do Reitor da Instituição na posse do novo Diretório. Proferiu um discurso político, vazio e sem eco em nossa realidade. Senão vejamos: cadê a infra-estrutura tão aclamada? Realmente, alguns cursos da área de ciências biológicas são irretocáveis neste quesito. Por aqui, falta muito por fazer.
Só temos aula de fotografia digital pela boa vontade do professor e de alguns alunos que possuem equipamento profissional. E os outros cursos, como fazem? (três anos de requerimentos…). O laboratório de rádio é insuficiente para a demanda da faculdade. Alunos de todos os cursos sofrem com prazos, tempo para o uso e espaço. No caso do estúdio de TV, estaremos fadados ao eterno aluguel de estrutura fora da Unidade? O que era para ser “emergencial” torna-se definitivo. Temerário. O estranho é oferecer 60 vagas no vestibular. O que a Instituição faria se lotassem as salas? Onde alocar os alunos com tanta falta de estrutura? E o pior é que, de gerúndio em gerúndio, as pessoas vão se acostumando e vai parecendo que está indo tudo bem.
A parte que cabe aos alunos é feita. Foi realizada eleição, apesar de tudo. Houve concorrência e debate. Mas a continuidade do trabalho depende do engajamento de todos. Da participação e cobrança ao Diretório para que este nos represente perante a Instituição. De que não se confunda cobrança de direitos com baderna.
Além de discentes somos consumidores, e não me envergonho de cobrar aquilo pelo qual acredito e pago.
Em 2009 teremos visita do MEC. E como bem disse o Reitor, somos todos Barão. Será irreparável para nosso futuro profissional se os cursos forem reprovados. Por enquanto ainda podemos fazer algo a respeito. Só depende da capacidade de trabalharmos juntos para isso.

Marcelo Castro Dias
Alunos do 2º ano de Jornalismo

Pra não dizer que não nos avisaram

July 12, 2008 by Leonildo Trombela Junior

Transcrito integralmente da Folha de São Paulo de 8 de maio de 2002 (dois mil e DOIS)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0805200209.htm

(só para assinantes UOL)

TENDÊNCIAS/DEBATETENDÊNCIAS/DEBATES

SUBSTITUIÇÃO NO STF

Degradação do Judiciário

DALMO DE ABREU DALLARI

Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.

Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.

Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.

Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.
Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.

É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.

A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha inadequada

É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.
Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.

Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.

Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.

E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.

A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.

A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.

Dalmo de Abreu Dallari, 70, advogado, é professor da Faculdade de Direito da USP. Foi secretário de Negócios do município de São Paulo (administração Luiza Erundina).

Mainardi e VEJA, os maiores defensores do PT

July 9, 2008 by Leonildo Trombela Junior

Sim, isso mesmo. Acabei de constatar no próprio artigo do ilustríssimo cineasta Diogo Mainardi que não há melhor defensor do Partido dos Trabalhadores do que ele. Arrisco-me a dizer que se algum dia alguém tentar algo contra a VEJA, Lula e seus amigos serão os primeiros a intervir.

Não pensem que estou usando de ironias. O caso atual de Daniel Dantas e sua turminha, mostra como ninguém mais acredita na VEJA quando ela diz que o PT estava envolvido até suas mais profundas entranhas com o banqueiro.

O assunto “PT: a raiz de todo mal” é o clássico conto popular onde Pedrinho é um garoto sapeca que só contava mentiras e no dia que ele mais precisou de ajuda e contou a verdade, ninguém acreditou nele. É a mesma situação da infame revista: ela criou uma crença popular de que falar mal do PT é fazer charme, ser direitista cego, etc.

Acredito que dessa vez, no mínimo tinha algum cabeça ali do PT (e obviamente de outros partidos) envolvido com a turminha da pesada (Dantas, Nahas, Valério, etc.) como ficou subentendido nos escândalos do mensalão. Quando viram que a estrutura estatal e “democrática” estava com seus alicerces podres, resolveram fazer um acordão inédito onde só PSOL e PSTU dos mais conhecidos ficaram de fora. No tal acordão ficou definido que impeachment ou caça aos “bruxos” estava proibido, que quem quisesse brincar de prender bandidos que procurasse outro bueiro para fuçar, menos aquele.

Mas obviamente esse recorte da realidade feito por mim é só mais uma alucinação provocada pelo meu demônio direitista das épocas de adolescência. Mesmo porque, depois de todo o trabalho que a VEJA teve em criar esse escudo moral pro PT, quem iria acreditar em uma voz dissonante que mais parece um devaneio?

Compêndio da Ridicularidade e da Pessoalização

July 7, 2008 by Leonildo Trombela Junior

Atenção: Este post será longo a se ver do mastro da caravela imperial¹. E já estou arrependido de escrevê-lo já na segunda linha, mas vamos lá.

Primeiramente gostaria de mandar todos vocês sem exceção a praticarem um auto-intercurso sexual² (quando eu digo TODOS, eu realmente estou querendo dizer exatamente o que a palavra quer dizer, não salvo nem as Iguanas de Pápua Nova Guiné para não restar dúvidas). Nesse TODOS eu incluo você, usuário comum que caiu neste blog procurando por cartas da Madre Tereza de Calcutá ou está à procura de um Curso de Alemão Grátis (sim, esses dois posts são responsáveis 60% das visitas deste blog e praticamente 90% das visitas que caem aqui via motores de busca como Google e afins).

Pessoalizado com todo mundo, agora vamos aos fatos:

1 – Esgotou-se minha paciência com todos que vieram me falar de “Marcelo, o manipulador”, “Marcelo, The Master of Puppets” ou “Marcelo, a semente de todo o mal da humanidade”. Quem quiser falar dele, não fale mais comigo, eu não sou nem pretendo ser – a não ser que ele me pague um bom salário – assessor dele ou relações públicas ou qualquer coisa do gênero.  Quem quiser liga ou manda email pra ele (se você não sabe nenhum dos dois o problema é seu, eu não sou assessor dele como já disse algumas linhas acima).

2 – Vou começar a ser recíproco com todos agora. Principalmente com todos que vieram me questionar após as eleições se era o Marcelo quem ia mandar na chapa. É uma extrema falta de respeito com minha pessoa achar que vou ser testa de ferro de alguém. Xinguem minha mãe mas não vandalizem minha integridade moral e ideológica pois considero isso gravíssimo.

3 – O Diretório Acadêmico não é só do Marcelo, não é só dos seis eleitos. O Diretório Acadêmico é de TODOS os alunos da instituição. E professor nenhum jamais poderá pautar o que devemos ou não fazer com o dinheiro (como já tentou-se), tampouco um único aluno. Os seis eleitos estão lá com o propósito de representar os ideais e interesse dos alunos como um todo.

4 – A questão eleitoral e seu processo pouco comunicacional já foi discutida menos de 48 horas depois da realização das votações por este que vos escreve em reunião com o Pró-Reitor Acadêmico Dr. Valter de Paula, e um dia depois com o Pró-Reitor Administrativo Sr. Paulo Sérgio Crivelenti Zucoloto (que é a pessoa que de fato cuida – e muito bem – da parte financeira da Instituição destinada aos D.A.s). Inclusive já sugeri ao mesmo que a eleição fosse trazida para março, a fim de que os recém chegados na Instituição possam escolher seus representantes desde o começo. Tal proposta, segundo ele, seria encaminhada para a Reitoria na reunião semanal que eles têm. Ou seja, acredito que se cumprida a promessa, já é de conhecimento da reitoria, que em nome da REAL representatividade, nós abdicaríamos 4(quatro) meses de nosso mandato.

5 – Eu não fiz esse post por causa de um ou outro. Fiz porque foram VÁRIOS os que vieram me falar questionar a maioria dos assuntos que foram relatados neste post com um tom infundado de dúvida.

6 – É patético eu ter de criar um texto desta natureza pra terem de acabar com a ridicularidade dos assuntos que rondam certas questões “acadêmicas”. Dói minha aorta inferior esquerda ter de pessoalizar, ainda mais com todo o planeta.

7 – Já que é pra pessoalizar, vamo até o fim: citem ae nos comentários tudo de ruim que o Marcelo (ele denovo) fez pro nosso curso, vamo lavar toda a roupa suja de vez.

É isso aí pessoal, abraços e boa discussão guerra.

____________________
¹mastro da caravela imperial: ‘caralho’ (consultar a etimologia da palavra ‘caralho’)

²praticarem um auto-intercurso sexual: sentença formal para ‘vão todos se fuderem’

PS.: Links recomendados:

LEI No 7.395, DE 31 DE OUTUBRO DE 1985.

O que é um Diretório Acadêmico (por Wikipédia)

PSS.: Quem não tiver login aqui no site e se sentir no direito de postar uma réplica, manda um email pra jornalismobarao@gmail.com com o título “Quero postar” que o titio aqui responderá.

Hipocrisias à parte

July 5, 2008 by Marcelo Dias

Não consigo entender o sentido que envolve certas atitudes. A forma fique bem claro, e não os questionamentos que são feitos. Porque tais argumentações postadas são falácias e desgastadas, sobrevivendo com a apelação do senso comum. É o mais do mesmo de uma (o)posição sem lógica, ou melhor, sem racionalidade pois lógica tem, a da rasteira e da ingenuidade. Vejamos:

O trocadilho de frases tentando atribuir falha ao trabalho do Denis em relação à eleição é covarde. Se ao menos o autor agisse como JORNALISTA e ouvisse as partes envolvidas antes de emitir opinião, saberia que o Denis fora informado que as eleições seriam somente em agosto. Informação esta repassada a todos os interessados que o procuraram. E o coordenador de jornalismo soube de toda reviravolta no mesmo momento que todos nós.

É no mínimo hipócrita afirmar que os atos do grupo de representação foram “em off”. Além do erro de semântica, TODOS os atos praticados foram debatidos em sala com TODOS os alunos do curso de Jornalismo e seus representantes. A indagação postada ainda fora debatida à exaustão quando da eleição para representação de nossa sala este ano. Tema do qual os subscritos concordaram plenamente. Ficar levantando tal questão só para tentar embasar outros argumentos, igualmente vazios, é leviano.

Quanto à formação da chapa, a acusação é ridícula! Como fazer algo escondido se contatamos até a Bruna, namorada do Raul??? Estávamos empenhados em estruturar algo coeso e de qualidade o mais rápido possível. É verdade que, neste caso, foi um grupo “fechado” na composição. Até porque buscavam-se pessoas com caráter e características que passam longe das suas, Rodrigo Henrique. E quanto ao Raul, a própria Bruna falou em reunião que ele não queria se envolver com diretório. Por isso, e pela pressa, que acabou não sendo convidado.

No caso de discutir aluno por aluno, não é retórica. Querendo ou não, os aspectos contidos em cada projeto foi fruto de análise e discussão, dentro e fora de nossa sala e de nosso curso. Só que aprendemos também a jogar o jogo para poder alterá-lo. E tais críticas não sobrevivem a uma lida da carta proposta da chapa vencedora.

Em relação às fraudes citadas, beira o patético responder a isso. Mas vamos lá. Só para demonstrar sua capacidade, ou falta dela, em se perder nos próprios atos vai a pergunta Rodrigo: Como você é capaz de ler um post sobre as fraudes, comentá-lo parabenizando o Benetti e o Leonildo pela vitória e agora vir com tais asneiras? Só para constar sua resposta no post:

“Gostaria de deixar meu abraço especial para o Rodrigo Benetti, presidente da chapa. Espero que suas idéias sejam de grande maturidade e valia, como tem mostrado ser. Sorte, trabalho e respeito a todos vocês. É bom ter o pessoas como Rodrigo e Leonildo representando a nossa sala, a nossa escola.”

Precisa responder mais alguma coisa?

Quanto à sua pergunta Raul, acho que entendo que a frustração com a eleição te impeça de constatar certos avanços. Mas só o fato de que a chapa eleita proporá encurtar seu mandato para organizar eleições decentes, já basta para citar algum. Sendo assim, o exercício pleno e ativo da representação de sala, poderá ser essencial na obtenção de experiência para a montagem de uma chapa de Diretório Acadêmico.