Para quem não entendeu ainda o reflexo da decisão do STF de revogar a obrigatoriedade do diploma, saiba que agora ele será exigido mais do que nunca.
Imagine eventos da estirpe de uma Formula 1 por exemplo. Direcionado aos fãs: quem não sonha em entrar no paddock sem pagar um único centavo? Pois é. Em tese qualquer um que quisesse cobrir o evento como jornalista agora poderia. E jornalista, como todos sabem, tem trânsito livre nesses lugares (motorhome, paddock, sala de imprensa, etc).
Vocês realmente acreditam que qualquer um entrará lá? Vocês têm alguma dúvida que agora, mais do que nunca, exigirão que você trabalhe no mínimo em um veículo consolidado?
Apesar dos caras que em 1982 (ano em que nasci) já eram pica grossas dizerem hoje em dia que o curso de jornalismo não será mais necessário, acredito que tal premissa só se aplica aos espaços direcionados ao setor opinativo. Não creio que para o jornalismo de linha de frente – aquele feito por quem cobre de buraco de rua a manifestações e greves – deixarão de exigir o diploma.
Gilmar Dantas acertou
A comparação com “cozinheiros” foi oportuna. Só vermos três cidadãs formadas em gastronomia em Águas de São Pedro, que antes dos 25 anos, já acumulam um currículo invejável na área: Sabrina “Bina” Galli, Heloisa Bignelli e Gê Barros. Se eu for citar o currículo do que as três já fizeram antes de completarem os 25, tomaria a atenção deste texto.
Mas a questão é: Em nenhum lugar do país se exige diploma para atuar em gastronomia, isso não desestimulou pessoas a se formarem no curso e serem bem sucedidas na área. Pelo contrário, a formação acadêmica deu uma vantagem a elas. Foi olhado com carinho o currículo delas quando foram contratadas.
Enfim, relaxem o corpinho, essa decisão veio para reforçar o diploma, não para rasgá-lo. Mais do que nunca, inclusive, ele será exigido.

